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Bitcoins e a regulação da atividade econômica

Há tempos que o investimento em bitcoin, a moeda virtual mais conhecida do mundo, não está restrito aos amantes de tecnologia. Sua intensa valorização (ultrapassando a barreira de US$10 mil na última semana) tem causado grande furor no mercado financeiro e desperta o interesse de investidores comuns, que pouco entendem sobre o funcionamento do bitcoin. A despeito do crescente interesse pela moeda virtual, seu uso divide opiniões.

De um lado, reforçando a perspectiva dos seus entusiastas, o bitcoin tem sido cada vez mais aceito como meio de pagamento em segmentos diversos. Dentre os argumentos em favor do uso da moeda virtual estão a facilidade e a velocidade nas transações internacionais, uma vez que ela não está sujeita a regulamentação de nenhuma autoridade financeira.

De outro lado, as autoridades monetárias alertam o fato de tratar-se de uma moeda sem conversão garantida para moedas soberanas, sendo assim um investimento de alto risco e altamente vulnerável a ataques especulativos. Para a professora de economia da Universidade Presbiteriana Mackenzie Campinas, Leila Pellegrino, “os críticos da moeda virtual chamam atenção para o fato de que a ausência de arcabouço legal e regulatório para criptomoedas possibilita seu uso para transações ilícitas”.

Segundo a especialista, “o debate acerca do uso e difusão da moeda virtual transcende sua dimensão tecnológica, configurando-se como uma questão de definição do grau de regulação da atividade econômica que se deseja.” Assim, cabe perguntar: Nosso capitalismo é suficientemente maduro para prescindir de regulação?

Fonte: Último Instante

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